Costanza Pascolato ganha documentário na GNT

Produção será exibida no próximo domingo, dia 8 de abril

Publicado em 04/04/2018
Costanza Pascolato

Uma das mulheres mais influentes da moda brasileira Costanza Pascolato ganhou um documentário sobre a sua vida. O filme será exibido no próximo domingo, dia 8, à meia noite, no canal GNT

Quem assina o doc é o diretor Alberto Renault, famoso pelos programas “Casa Brasileira”, “Morar” e “Morar Mundo”, exibidos na mesma emissora.  “Temos uma hora de material inédito em que contamos deliciosas histórias, mostramos a vida dela de uma forma diferente, como quando começou a escrever e a trabalhar com moda, seus editoriais e outros causos ótimos”, comenta Renault em entrevista ao site Glamurama. 

Batizado “Costanza”, o documentário vai conta com entrevistas de figuras célebres da moda nacional. “Por conta dos outros programas, nós tínhamos bastante conteúdo com ela que nunca foram usados, ou usados parcialmente. Refiz algumas entrevistas com Reinaldo Lourenço, Gloria Kalil e até com Consuelo Blocker, filha da Costanza”, entrega o diretor. 

Quem é Costanza Pascolato?

Costanza Maria Teresa Ida Clotilde Giuseppina Pallavicini Pascolato é nome inteiro da mulher que já foi considerada pela mídia a "papisa da moda brasileira". Nascida em 1939 numa família da aristocracia italiana, Costanza chegou ao Brasil aos seis anos, acompanhada pelos pais Michele e Gabriella Pascolato. Em solo brasileiro, o casal fundou a tecelagem Santaconstancia, em 1947. 

Na adolescência, Costanza se formou em moda no Santa Rosa (SP) e em 1962 casou-se com o banqueiro Robert Blocker, passando a viver no Rio de Janeiro. Juntos tiveram duas filhas, Consuelo e Alessandra, mas separaram-se em 1971.

Com o divórcio, mudou-se para São Paulo e iniciou a sua carreira como editora e consultora de moda na revista Claudia, da Editora Abril, onde trabalhou por 17 anos. Em 1975, casou-se com o segundo marido, e o grande amor da sua vida, o marquês italiano Giulio Cattaneo della Volta, com quem viveu até a morte dele, em dezembro de 1990. 

Anos antes, quando seu pai faleceu de um câncer de fígado, em 1987, ela assumiu a tecelagem e a transformou numa das maiores empresas brasileiras do ramo têxtil, atuante ainda nos dias de hoje, fornecendo tecidos para os maiores estilistas do país.

Em 1988, Costanza saiu da Editora Abril, passou a assinar uma coluna de moda no jornal Folha de S.Paulo e abriu sua empresa de consultoria. Posteriormente ainda integrou a equipe da revista Vogue. 

Reconhecida como a maior autoridade em moda no Brasil, Costanza escreveu três livros: O Essencial (1999), Confidencial – Segredos de Moda, Estilo e Bem-Viver (2009) e Meu Caderno de Estampas (2015).

Foto: Divulgação/Pinterest